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Casa lar
Casa Lar: Guardando os direitos da criança e do adolescente
Casa Lar Menino Jesus atende crianças e adolescentes em situação de risco pessoal
27/07/2009 11:31 - VIDEIRA ONLINE
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Videira – Atendendo crianças de todos os municípios que compõem a comarca de Videira que apresentam situação de risco social ou pessoal, a Casa Lar Menino Jesus é uma instituição doada ao município pelo Lions Clube Centro no ano de 1993. Com capacidade de atendimento de até 20 crianças, hoje ela atende a um total de sete crianças que se encontram em situação de risco.

Os encaminhamentos das crianças ou adolescentes ao abrigo “Casa Lar” são delimitados por determinação judicial, por violação de algum direito da criança e do adolescente como abandono, violência física, violência psicológica, abuso sexual ou qualquer situação de risco pessoal ou social.

A criança fica no abrigo até que seja resolvido o problema judicial. Segundo as assistentes sociais que atendem ao seguimento, Maria Eneida Dresch e Justina de Lima, a orientação é para que as crianças fiquem o menor tempo possível no abrigo, para que seja definitivamente resolvida essa situação.


Para atender a instituição Casa Lar, a secretária de Assistência Social delimita funcionários de serviços gerais para os cuidados com as crianças e uma coordenadora chefe que comanda as atividades desenvolvidas na instituição. Segundo Justina de Lima, todas as ações que primam o bem- estar da criança e do adolescente, que por algum motivo encontram-se no abrigo, são realizadas pelo grupo de trabalho. “Hoje a Casa Lar fornece subsídios básicos para que a criança tenha um desenvolvimento saudável, dentro dos princípios legais exigidos por lei”, afirma Justina, ressaltando que ainda há muito o que fazer para melhorar a situação dessas crianças.

As atividades desenvolvidas na Casa Lar são de intuito psicológico e social. As crianças têm atendimento médico, acompanhamento psicológico e assistente social, além de aparentemente terem uma vida normal, com estrutura de casa, que oferece quarto, banho, cozinha, escola regular e atividades socioeducativas.

As crianças ficam na Casa Lar até a resolução do problema inicial, que se dá por restabelecimento do vínculo familiar ou através de famílias substitutas, seja por guarda ou adoção.

Oferece tudo e ao mesmo tempo nada

Embora a estrutura de atendimento da instituição Casa Lar ofereça todos os subsídios básicos para o desenvolvimento da criança, ela não proporciona às crianças o que elas mais precisam nessa fase da vida, que é o amor familiar. Em razão disso, o trabalho das assistentes sociais e de todas as pessoas envolvidas com a instituição é para que, nessa passagem pelo abrigo, haja boas recordações, oferecendo atendimento médico e psicológico necessários.

“Quando uma criança fica muito tempo em um abrigo, ela começa a demonstrar revolta por todo o sistema, e portanto não oferece as mesmas potências de crescimento de outras crianças que são criadas e educadas em âmbito familiar” afirma a assistente social Justina de Lima, ressaltando que muitas vezes esse processo é inevitável, visto que a restituição familiar é uma ameaça à integridade da criança.

A instituição, que segue um perfil de casa de passagem, já teve uma formatação diferente, com filosofia de lar, disponibilizando um casal que coordenava as ações  e tinha o princípio educativo. Devido a problemas, essa formatação não foi mais aplicada e hoje apenas uma coordenadora orienta as ações.

Trabalho desenvolvido é exemplo na região

Hoje a Casa Lar atende a sete crianças com idades que variam dos dois aos 12 anos. Essas crianças foram retiradas do ambiente familiar por que sofreram violação dos seus direitos e a convivência familiar ameaçava a integridade da criança. Essas crianças, embora não tenham o aconchego da família, têm todos os direitos protegidos, e às quais se oferecem condições de crescimento.

Para a secretária da Assistência Social, Maria Eneida, o trabalho é diário, com acompanhamento e viabilidade de contatos familiares, além de condições específicas, com orientações médicas e psicológicas.

“São crianças que sofreram bastante e que merecem viver de uma forma melhor e saudável, interagindo com a sociedade, sem que haja preconceitos ou discriminações, respeitando a individualidade de cada um” afirma Maria Eneida, ressaltando que todas as ações cabíveis estão sendo feitas. 

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